quarta-feira, 7 de março de 2012

A Mulher de Preto

A Mulher de Preto
Direção: James Watkins
Roteirista: Jane Goldman
Elenco: Daniel Radcliffe, Janet McTeer, Ciarán Hinds, David Burke, Shaun Dooley, Alisa Khazanova, Sidney Johnston, Mary Stockley, Alexia Osborne

Do que se trata?
O filme conta a história de Arthur, um jovem advogado londriano que mora apenas com seu filho e a babá, carregando nas costas a dor pela perda de sua mulher durante o parto, e que, sendo ameaçado de perder o emprego na firma na qual trabalha, precisa ir realizar um serviço num vilarejo no interior da Inglaterra. Porém, o que era apenas um serviço comum de resolução de papeladas de herença, se transforma numa imersão em segredos, traumas e misteriosas mortes de crianças ao longo da história do vilarejo.





Como realmente é?
Mais um típico filme de terror, contando com todos os elementos padrões desse tipo de cinema: o personagem traumatizado, o vilarejo longínquo e imerso numa gélida neblina, o espírito que insiste em continuar se agarrando ao nosso plano existencial, a névoa sombria, o casarão abandonado. Mas, apesar de ser mais um típico filme de terror, ele ainda é capaz de provocar sustos e medo, mesmo que seja apenas por um período de tempo.

O que eu achei?
Um filme que tinha potencial, mas que se perdeu. Mesmo com a história se solidificando em cima de uma das temáticas dogmas do cinema de terror e se apoiando no uso de crianças com olheiras negras e olhares perdidos, o enredo conserva algumas gotas de originalidade. Porém, essas gotas se esvaem conforme a trama segue seu rumo e seus clichês, se não se empilham, se fundem, construindo a total perda de ritmo que ocorre na metade do filme. Se durante a primeira metade do filme ele transborda sustos e cenas bem elaboradas, depois dela ele consegue caminhar em completa perdição, e todo o terror se transforma na comédia que são as obras de terror mal feitas.
Enquanto isso, a atuação do Daniel Radcliffe (eterno Harry Potter, para a geração que acompanhou a saga) consegue até ser boa, mesmo com ele na pele de uma personagem um tanto fraca. O Arthur se mostra um cara traumatizado pela perda da mulher durante o parto de seu único filho, entretanto esse trauma não é explorado a fundo ou tão pouco utilizado para engajar a trama, sendo útil apenas no final da obra de maneira quase forçosa para encerrá-la.
Porém, para tentar salvar o filme, ele conta com uma fotografia extremamente bem feita, ao menos na primeira metade do filme. Com cortes precisos e mudanças de angulação e posicionamento das câmeras, a fotografia intensifica toda a tensão das cenas, sendo capaz de quase multiplicá-la, sempre atenuando os detalhes e provocando um constante medo e sobressalto. Uma fotografia detalhada e sensível, digna de roteiros melhores.
Na totalidade, infelizmente, é um filme que deixou bastante a desejar. A quebra de ritmo muda totalmente a sensação que ele é capaz de provocar em você; de intrigante e assustador, ele se transforma em algo previsível e digno de risadas. Não são necessários mais que vinte minutos após essa quebra para que se junte todos os pedaços e o enredo fique armado na sua mente. E ele não apresenta a capacidade de matar as suas expectativas: um típico refém dos "dogmas" do terror comercial.
Parece que o Daniel escolheu o filme errado para se projetar fora de sua eterna sombra. Parece que o roteirista teve as idéias erradas. Parece que o diretor se fechou no medo de ousar, na covardia de tentar. E parece que o filme foi uma decepção, mais uma decepção.

Em uma nota?
7.0

Um comentário:

  1. Eu particurlamente também achei que seria melhor ,o filme não foi muito bom não .....qcho que po diretor poderia ter feito algo muito melhor mesmo ...

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