A Mulher de Preto
Direção: James Watkins
Roteirista: Jane Goldman
Elenco: Daniel Radcliffe, Janet McTeer, Ciarán Hinds, David Burke, Shaun Dooley, Alisa Khazanova, Sidney Johnston, Mary Stockley, Alexia Osborne
Do que se trata?
O filme conta a história de Arthur, um jovem advogado londriano que mora apenas com seu filho e a babá, carregando nas costas a dor pela perda de sua mulher durante o parto, e que, sendo ameaçado de perder o emprego na firma na qual trabalha, precisa ir realizar um serviço num vilarejo no interior da Inglaterra. Porém, o que era apenas um serviço comum de resolução de papeladas de herença, se transforma numa imersão em segredos, traumas e misteriosas mortes de crianças ao longo da história do vilarejo.
Como realmente é?
Mais um típico filme de terror, contando com todos os elementos padrões desse tipo de cinema: o personagem traumatizado, o vilarejo longínquo e imerso numa gélida neblina, o espírito que insiste em continuar se agarrando ao nosso plano existencial, a névoa sombria, o casarão abandonado. Mas, apesar de ser mais um típico filme de terror, ele ainda é capaz de provocar sustos e medo, mesmo que seja apenas por um período de tempo.
O que eu achei?
Um filme que tinha potencial, mas que se perdeu. Mesmo com a história se solidificando em cima de uma das temáticas dogmas do cinema de terror e se apoiando no uso de crianças com olheiras negras e olhares perdidos, o enredo conserva algumas gotas de originalidade. Porém, essas gotas se esvaem conforme a trama segue seu rumo e seus clichês, se não se empilham, se fundem, construindo a total perda de ritmo que ocorre na metade do filme. Se durante a primeira metade do filme ele transborda sustos e cenas bem elaboradas, depois dela ele consegue caminhar em completa perdição, e todo o terror se transforma na comédia que são as obras de terror mal feitas.
Enquanto isso, a atuação do Daniel Radcliffe (eterno Harry Potter, para a geração que acompanhou a saga) consegue até ser boa, mesmo com ele na pele de uma personagem um tanto fraca. O Arthur se mostra um cara traumatizado pela perda da mulher durante o parto de seu único filho, entretanto esse trauma não é explorado a fundo ou tão pouco utilizado para engajar a trama, sendo útil apenas no final da obra de maneira quase forçosa para encerrá-la.
Porém, para tentar salvar o filme, ele conta com uma fotografia extremamente bem feita, ao menos na primeira metade do filme. Com cortes precisos e mudanças de angulação e posicionamento das câmeras, a fotografia intensifica toda a tensão das cenas, sendo capaz de quase multiplicá-la, sempre atenuando os detalhes e provocando um constante medo e sobressalto. Uma fotografia detalhada e sensível, digna de roteiros melhores.
Na totalidade, infelizmente, é um filme que deixou bastante a desejar. A quebra de ritmo muda totalmente a sensação que ele é capaz de provocar em você; de intrigante e assustador, ele se transforma em algo previsível e digno de risadas. Não são necessários mais que vinte minutos após essa quebra para que se junte todos os pedaços e o enredo fique armado na sua mente. E ele não apresenta a capacidade de matar as suas expectativas: um típico refém dos "dogmas" do terror comercial.
Parece que o Daniel escolheu o filme errado para se projetar fora de sua eterna sombra. Parece que o roteirista teve as idéias erradas. Parece que o diretor se fechou no medo de ousar, na covardia de tentar. E parece que o filme foi uma decepção, mais uma decepção.
Em uma nota?
7.0
Eu particurlamente também achei que seria melhor ,o filme não foi muito bom não .....qcho que po diretor poderia ter feito algo muito melhor mesmo ...
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