Scott Pilgrim: Contra o Mundo
Direção: Edgar Wright
Roteiristas: Edgar Wright, Michael Bacall, Brian Lee O'Malley
Elenco: Michael Cera, Mary Elizabeth Winstead, Brandon Routh, Jason Schwartzman, Aubrey Plaza, Kieran Culkin, Brie Larson, Mae Whitman, Ellen Wong, Anna Kendrick, Mark Webber, Alison Pill, Satya Bhabha
Do que se trata?
A história toda gira em torno da vida de um cara, Scott Pilgrim, um pacato canadense de Toronto. Um cara meio atrapalhado, de raciocínio um tanto sagaz, tiradas engraçadas, um sorriso um tanto bobo, que te conquista logo. Sua vida é pacata, até conhecer uma misteriosa garota chamada Ramona, outra personagem que te conquista: vive uma fuga do passado, troca de cabelo a cada dez dias, emana desprezo com o olho no início, mas dá um sorriso doce volta e meia. O problema é: ela tem 7 Ex- Namorados do Mal, que integram "A Liga", e para ficar com a Ramona, o herói Scott precisará derrotar cada um deles.
Como realmente é:
Nada do que se espera. A sinopse te faz pensar em um filme banal e clichê, sobre adolescentes e suas problemáticas de relacionamento, mas o filme caminha muito bem numa aventura com toques de um refinado humor e pitadas de drama hora ou outra. O Scott é o típico cara maneiro, que leva a vida de uma maneira descompromissada e tranquila, mesmo que nós, espectadores, possamos sentir que nem tudo é sempre dessa maneira e, no fundo, há um algo de negro na história dele, enquanto a Ramona é a garota que carrega na alma o fardo de um passado no mínimo esquecível, porém que sempre volta para pertubá-la. A união perfeita, talvez.
O que eu achei?
Eu achei uma brilhante adaptação para uma série de quadrinhos consideravelmente grande. Já tive o prazer de ler todos os volumes (que no Brasil, apesar de serem 6, são vendidos como 3 livros, cada qual integrando 2 volumes do original), e posso afirmar que o quadrinho ainda é bem melhor e com mais detalhes. Só nele você é capaz de entender a vida do Scott.
Entretanto, o filme não fica tão para trás: é um baita filme. Com um ritmo um tanto frenético, desconcertante, ele te prende a atenção desde a música de abertura (a já conhecida abertura da Universal, porém toda feita em tons "clássicos" de jogos de videogame). O roteiro é sagaz e rápido: tem momentos que nem te dá tempo para respirar, mas em outros ele desacelera e deixa a cena por conta da música de fundo e do jogo de atuação. A dupla de protagonistas, e no fundo a equipe toda, está muito bem no filme, naturais, simpáticos, encarnando bem os seus personagens.
Uma fotografia simples toma conta do todo, usando de cores sempre e com um elétrico jogo de câmera, em especial nos diálogos, onde há cortes toda hora. E, para completar, o filme ainda ganha a sua simpatia com efeitos clássicos de videogame e quadrinho, ao mesmo tempo. Se numa hora você enxerga as barrinhas típicas de jogos, em outras você enxerga onomatopéias típicas dos quadrinhos.
Se você vir e gostar, vale muito a pena investir nos quadrinhos: são muito bons.
Mas o filme sozinho já é bom demais.
Uma nota?
9.0

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